Anônima dor

Dentro de mim há uma voz inexprimível. São rostos. Olhos e bocas que abrem e fecham. Cegos e mudos. Surdos para a própria dor. Anônima dor que corrói a eles e a mim. Corpos mutilados pela mão do Estado que os deteve em sua busca implacável por um mundo novo. Um mundo em que tivessem vez e voz. Rosto, nome e expressão. Um mundo que nunca chegou, mas que desperta lentamente para ouvir as vozes que gritam em mim.

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