As araucárias

E como se parecem os caboclos com essa terra que os fez. Esses pinheiros de braços abertos estendendo sua sombra até onde o sol alcança. Não se afaste, árvore, fique perto dos teus. Veja a criança que nasceu e que mama no peito que seca. Quisera eu poder questionar os pinheiros sobre o que viram. Teriam visto o massacre? A degola? Teriam eles também permanecido imóveis enquanto o sangue escorria? Enquanto a terra bebia o sangue? Ou estariam, também eles, esperando o momento de cair?

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